Arte parisiense do século XIX no Guggenheim

Paris, fim de século: Signac, Redon, Toulouse-Lautrec e seus contemporâneos será a próxima exposição, que abrirá suas portas no Museu Guggenheim. Concretamente, será no dia 12 de maio, quando a pinacoteca inaugure uma amostra em que abordará a cena artística parisiense do final do século XIX, especialmente no que se refere às correntes do Neo-Impressionismo, o Simbolismo e os Nabis (Os profetas, que em hebraico).

Serão 125 peças, aproximadamente, entre as quais se incluem pinturas a óleo e pastel, desenhos, gravuras e estampas, que abordem o trabalho das figuras mais importantes destes movimentos de vanguarda artística francesa. Assim descreveu ontem o museu bilbaino sua futura exposição, a qual fará referência aos criadores surgidos no final da década de 1880, na capital francesa, uma época marcada por uma forte convulsão e agitação política, a que se somou uma crise econômica, que marcou as expressões artísticas, uma vez que, devido a estes fatos saíram à luz dois extremos sociais e políticos na França: burguesia e boêmia.

Quadros de diferentes temáticas

Assim, reflexo dessas correntes, surgiu uma geração de autores que incluía os neo-impressionistas, simbolistas e os nabis. Seus temas são asemejaban os que tratavam seus antecessores impressionistas, que continuavam trabalhando refletindo em suas peças paisagens, empreendimentos modernos e atividades de lazer. No entanto, os novos artistas trouxeram visões introspectivas e fantásticas e retratos mais descarnados da vida social.

Paris, fim de século pretende aprofundar estes temas novos e vanguardas da mão das figuras mais destacadas da época, como Pierre Bonnard, Maurice Denis, Maximiliano Luce, Odilon Redon, Paul Signac, Henri de Toulouse-Lautrec e Félix Vallotton. Todos eles buscaram através de suas criações provocar emoções, os sentimentos ou as alterações psíquicas nos espectadores. “Apesar de ostentar características, por vezes, contraditórias, estes artistas que compartilham o objetivo comum de criar uma arte com uma ressonância universal, ocorrendo ocasionalmente diálogos entre os grupos”, comunicou o museu sobre esta mostra, que pode ser apreciado durante todo o verão, já que permanecerá aberta ao público de 12 de maio a 17 de setembro.

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